O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, lidera a pesquisa de intenção de voto para as eleições presidenciais, segundo pesquisa realizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelo instituto de pesquisa Vox Populi.

De acordo com a pesquisa, Lula aparece com 43% das intenções de voto, seguido pelo atual presidente Jair Bolsonaro, com 18%. O ex-ministro Ciro Gomes tem 6% das intenções de voto, enquanto o governador de São Paulo, João Doria, aparece com apenas 2%.

Os dados da pesquisa são um reflexo do cenário político atual no Brasil. Desde que deixou a prisão em 2019, após uma condenação por corrupção, Lula tem se posicionado como uma alternativa ao governo de Bolsonaro. O ex-presidente ainda enfrenta acusações na Justiça, mas a pesquisa mostra que seu apoio popular continua forte.

Além disso, a pandemia do COVID-19 tem afetado profundamente a imagem de Bolsonaro. O presidente minimizou a gravidade do vírus, se recusou a usar máscaras e promoveu tratamentos sem eficácia comprovada. Como resultado, o país enfrenta uma crise sanitária e econômica sem precedentes.

A pesquisa da Cut/Vox Populi indica que a maioria dos brasileiros está insatisfeita com a atual gestão do governo federal. Apenas 26% dos entrevistados afirmaram aprovar a atuação de Bolsonaro, enquanto 67% rejeitam seu governo.

Em contraste, Lula aparece como um líder popular e respeitado. Durante seus dois mandatos como presidente, ele implementou políticas sociais que beneficiaram milhões de brasileiros, incluindo programas de distribuição de renda e acesso universal à saúde e educação.

No entanto, a campanha eleitoral ainda está longe de começar. As eleições presidenciais estão marcadas para outubro de 2022, e muitos fatores podem influenciar o resultado final. Além disso, a elegibilidade de Lula ainda é incerta, com sua condenação por corrupção ainda pendente de recurso.

Mesmo assim, os resultados da pesquisa da Cut/Vox Populi indicam que a popularidade de Lula permanece forte entre os eleitores brasileiros. Resta saber se ele será capaz de transformar essa popularidade em votos nas urnas.